Bruno Rodrigues conta a história de uma família, no dia 11 de setembro do ataque terrorista ao World Trade Center. O filho estava na internet, a mãe, na TV. Encontram-se no corredor da casa e pensam como contar a notícia para a avó. Porém, quando vão até a velhinha, ela já sabe de tudo. Sabe até que um terceiro avião caiu em Washington – ela ouviu tudo pelo rádio.
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47% dos usuários de banda larga afirmam que lêem notícias no PC ou celular antes de outras mídias

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Ainda nos orgulhamos do jornalismo online como ápice do esforço de apuração. No Everest da Comunicação, está fincada a bandeira do “tempo real” da internet, quando deveríamos perceber que, ao lado, tremulam há tempos as bandeiras do rádio e da televisão.

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Noticiário em “tempo real” – ou “real time” – não é, nem nunca foi, o grande avanço do jornalismo online. O século XX consagrou este estilo mais do que necessário de apuração e que mudou para sempre a face do Jornalismo. Mas em seu Panteão, sempre estarão, lado a lado, rádio e televisão.

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Sim, há lugar para nossa cria, mas neste pódio subiremos para receber um honroso terceiro lugar. Mais uma vez, com a internet fizemos e faremos a Evolução – mas nunca a Revolução, pois esta já foi feita por outros pioneiros, há muitas décadas…

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Para Bruno Rodrigues, a grande sacada do jornalismo online é a permanência da informação e possibilidade de ser incrementada e linkada a outras. O acervo digital de notícias e o espaço sem fim disponível para o enriquecimento das notícias (sem contar os recursos multimídia e participativos), isso sim é mérito e características da evolução do jornalismo nas mídias digitais.
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Fonte: RODRIGUES, Bruno. Webwriting – redação & informação para a web. Rio de Janeiro: Brasport, 2006, p. 42.
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