Criado por Oliver Noble para FilmDrunk.com, o vídeo abaixo conta desde a primeira vez que uma marca apareceu nas telonas até notórias aparições modernas.

Para quem não está familiarizado com inglês, logo após o vídeo está um resumo das informações. Confira a compilação e compre os produtos!

O primeiro caso documentado de uma marca que pagou para aparecer em um filme foi ainda no cinema mudo, numa cena do filme The Garage (1919), com Roscoe “Fatty” Arbuckle, no qual havia uma placa da marca Red Crown Gasoline. O primeiro filme a receber um Oscar também tinha um product placement: Wings, de 1927, tinha como coadjuvante em determinada cena o chocolate Hershey’s. Os irmãos Marx também entraram na onda, exibindo o doce Life Savers em seu filme de 1932, Horse Feathers.

No começo dos anos 80 a prática já era bastante popular e a Hershey’s chegou a pagar um milhão de dólares para promover seus produtos no filme E.T., de Steven Spielberg.

Temos bizarrices como o filme ostensivamente patrocinado pelo Mc Donald’s, Mac and Me (1988) e a quase protagonista Power Glove da Nintendo, no filme The Wizard (1989). Tivemos referências futurísticas, como os tênis Nike em De Volta Para o Futuro (1989) e passadas, na armadura da Nike do filme Coração de Cavaleiro (2001). E também adaptações estranhas, como a Blockbuster sendo o cenário de Hamlet (2001).

O product placement também pode ser contextual, de acordo com a região onde é exibido: na versão norte-americana do filme O Demolidor (1993), marca presença o restaurante Taco Bell. Já na versão europeia, quem surge em meio aos diálogos é a Pizza Hut!

Às vezes, uma marca pode ser a peça central da história, como fez o pioneiro John Hughes em seu filme Career Opportunities (1991), com grande parte de sua história acontecendo na loja Target. Nora Ephron também seguiu o conceito em seu filme Mensagem Pra Você (1998), aquele em que o Tom Hanks e a Meg Ryan trocam e-mails da AOL durante o filme todo. Mas o mestre em colocar a marca no centro das atenções é Adam Sandler: seu filme Um Maluco no Golfe (1996) foca nas lanchonetes Subway, O Paizão (1999) foca nas lanchonetes Hooters, Little Nicky (2000) nas lanchonetes Popeyes, A Herança de Mr. Deeds (2002) já apresenta as lanchonetes Wendy’s, já em Click (2006) ele foge à regra das lanchonetes e promove a loja Bed Bath & Beyond.

Entretanto, não foi Adam Sandler quem topou fazer um filme cujo nome original já promovia uma rede de lanchonetes: Madrugada Muito Louca (2004) chama-se, na verdade, Harold & Kumar go to White Castle (sendo White Castle a lanchonete).

Outras menções explícitas estão em Quanto Mais Idiota Melhor (1992) com sua caixa da Pizza Hut, embalagem de Doritos e uniforme completo da Reebok.

David Fincher mordeu a mão que o alimentou ao destruir produtos das marcas que pagaram para estar no filme: em Clube da Luta (1999) os personagens atacam veículos da BMW com tacos de baseball e cocô de pombos.

O recorde de marcas que pagaram para estar no mesmo filme (35 delas) é em A Ilha (2005), de Michael Bay, que contou com: Cadillac, X-Box 360, Puma, MSN, Nokia, entre outros. Mas, em 2008 Bay quebrou seu próprio recorde ao enfiar 47 marcas num único filme, recebendo o “troféu puta” (whore award) do Brand Channel por sua proeza em Transformers, que serviu de vitrine para a General Motors, Mountain Dew, Southwest Airlines, Cisco, LG, Budweiser, Yahoo!, Panasonic, e outras.